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sábado, 6 de janeiro de 2018

Ano novo, casa nova

Feliz ano novo, minha gente!

Tivemos mais uma bateria de dias beeeeeem atarefados por aqui e hoje, finalmente, consegui voltar a escrever.

Pegamos a chave do nosso apartamento no dia 31/12, de manhã, e  então ficamos uma semana por conta de comprar, trazer, montar e organizar tudo por aqui. Alugamos um carro bem grandão pra caber tudo no menor número possível de viagens e aproveitamos essa semana com ele pra fazer tudo o que a gente queria e precisava fazer, mas que de metrô era mais complicado. No dia da virada, ficamos até de noite na função de comprar coisas pra mudar no dia 02. Acabamos o dia tão cansados, que preferimos brindar 2018 à meia noite do Brasil e capotamos um pouco antes da meia noite aqui de Toronto. Mortos, mas felizes. :-)
Dia 02, primeiro dia útil do ano, deixamos nosso apartamento do airbnb e fizemos nossa mudança propriamente dita (mas aproveitamos a calma do dia 01/01 pra fazer várias viagens e ir trazendo as coisas pra cá). E hoje, seis dias depois de pegarmos as chaves, posso dizer que a casa está ficando com a nossa cara. Deu um trabalhão danado, mas mais uma vez nosso trabalho em família-equipe funcionou e posso dizer que se nada mais der certo no Canadá, podemos arrumar um emprego de montadores da Ikea... 

Eu explico! Ikea é a mais famosa loja de móveis daqui, um mix de Tokstok e Etna, bem bacana mesmo. Só que ao contrário das lojas brasileiras, é bem, bem caro pagar pra entregar em casa e montar, então o que quase todo mundo faz, ir na loja, comprar o móvel (que vem bem super embaladinho e compactado), colocar no carro, trazer pra casa e montar. Vem tudo super bem explicadinho nos manuais. Alguns móveis são bem trabalhosos, mas no fundo dá pra fazer tudo com boa vontade, paciência e alguém pra ajudar (muita coisa tem que ser montada em dupla). Nós montamos tudinho - estantes, beliches, mesa de jantar, armário, escrivaninhas, etc em 3 dias. As mãos estão em frangalhos, mas deu um orgulho danado e até os meninos ajudaram nas tarefas (e curtiram demais ter uma beliche pra dormir). O mais legal da Ikea é ver como as coisas funcionam: você anda pelo segundo andar da loja, vê tudo o que gosta e anota as referências. Depois, segue pro andar de baixo, onde existe toda a parte de miudezas, decoração,  utilidades, etc além de um estoque gigantesco, onde você entra com o código do que quer comprar nos computadores e ele te informa o corredor e prateleira onde você pode buscar. É colocar no carrinho e pagar. Simples assim. Sem vendedores, tudo no estilo faça você mesmo! O que mais me impressionou foi a organização e a compra dos colchões, que vem enroladinhos e super compactos. Fiz até um vídeo mostrado... 👇👇👇


 
Hoje, enfim, terminamos de abrir as malas e guardar roupas, sapatos, etc e agora falta só tirar as caixas da sala (tarefa pra amanhã), pra enfim a casa não ter mais resquícios de viagem. Engatamos agora na fase de morador mesmo, deixando pra trás essas primeiras quatro semanas corridas e agitadas. A geladeira e a dispensa já estão estocadas e o próximo passo é começar a decorar. Sinto falta de fotos, vasos, quadros, mas vamos aos poucos. Segunda-feira os meninos começam a escola. Quase um mês sem contato com outras crianças, já tava na hora! Estão ansiosos e um pouco apreensivos. Eu também. Mas sei que dará tudo certo e isso eu conto mais pra frente, num outro post. Será uma semana de muitas novidades!







quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Malas prontas


Por ter trabalhado por mais de uma década em rádios e gravadoras, a música sempre fez parte da minha vida. Hoje não me sinto mais tão ligada no lado profissional, mas minha cabeça ainda funciona na base das trilhas sonoras, costurando historinhas com as letras e melodias que armazenei na cachola. Ontem foi a vez dos Paralamas do Sucesso, e durante todo o dia me veio à mente o trecho de "Tendo a Lua" que diz: "Eu hoje joguei tanta coisa fora, e vi o eu passado passar por mim..." Eu algum ponto da música o Hebert canta que "a casa fica bem melhor assim..." e eu confesso que, apesar da dorzinha no peito por ver nosso apartamento vazio, tive também uma sensação deliciosa de leveza e alegria.







Depois de quase 10 meses de planejamento, ansiedade e espera, em poucos dias tudo tomou o caminho esperado. Todos os móveis e eletrodomésticos retirados, tudo vendido foi entregue, todas as roupas em malas, vendidas ou doadas, todos os objetos em caixas.
Eu e Oliver formamos uma dupla e tanto. Fico muito feliz de perceber que nosso casamento, nossa parceria, funciona em diversos aspectos. Juntos conseguimos esvaziar e limpar nosso apartamento em 4 dias, nos organizando de forma super eficiente na hora de fazer as malas e caixas. E vou te dizer, foi um puta trabalho! Depois de separar tudo que segue conosco, ainda tinha que separar nas malas, de forma que a gente não ultrapassassem pesos e medidas. Pesa daqui, mede dali, rearruma acolá e no final, nossas 4 vidas se resumiram em 3 malas grandes, 4 de bordo, 5 caixas e muito, muito amor. E pra terminar, comemos nosso último japa por lá com o chão como tatame e caixa como mesa de jantar. Só faltou luz de velas. 😀 



Meu apartamento hoje está em vistoria pro novo inquilino e já estamos na casa da minha mãe, onde fui recebida com Nutella, carinho e mimos inspiradores. Tem coisa melhor?



sábado, 2 de dezembro de 2017

No olho do furacão


Daqui a algumas semanas, vamos olhar pra trás e rir dessa loucura que está sendo o fim de semana. Embarcamos em 6 dias e temos até depois de amanhã pra esvaziar o apartamento.  São oito da noite, minha casa está de cabeça pra baixo e eu estou exausta.  Hoje já saíram daqui umas 30 sacolas de lixo, outras 10 pra doação, cama de solteiro, escrivaninha e uma boa parte, física, da nossa história.

Os armários estão quase vazios, tem sacolas nomeadas com itens vendidos a serem retirados espalhados pela casa e muitas malas e caixas ainda esperando a hora de fazê-las. Decidimos esvaziar tudo aquilo que não vamos levar antes de colocar na bagagem o que levaremos e fico impressionada com a quantidade de coisas que ainda tem aqui. Não acaba! Me sinto naquele reality "acumuladores". 

Temos que  esvaziar a geladeira. Tem que desligar a Net. Tem que trocar os endereços no banco. Tem que mandar mensagem pro host do airbnb e pra corretora em Toronto. Tem que separar documentos. Tem que dar atenção aos meninos e aos meus pais. Tem que lavar roupa e dar tempo de secar. Tem que comprar remédios pra levar. Tem que ir na formatura do filho e chorar igual criança. Tem que pedir comida pq eu não tenho mais utensílios pra usar... Tem que dar certo! Vai dar certo!


As crianças estão tranquilas. Tomás já sem cama e indo dormir na casa do amigo, Joaquim já sem brinquedos, levando numa boa. Segunda mudamos pra casa da vovó por alguns dias, com malinha pro calor carioca e mala pro frio de Toronto. Logística difícil essa, viu!? Ontem tomamos nosso último vinho no apartamento. Nosso brinde semanal fez parte dos nossos últimos meses, numa forma de nos ajudar a aguardar pelo visto, pensar no futuro e curar os medos e as tristezas. A cada tim-tim, uma comemoração, uma apreensão... Ontem, brindamos o futuro. E estamos ansiosos por todas as garrafas que abriremos nas próximas semanas, pra nos aquecer no frio e comemorar cada pequena vitória no Canadá.

A cabeça já não raciocina muito por hoje. Pensa na casa, na família e no avô, aquele da despedida da semana passada, que ontem foi internado por coisas da vida, da idade. É muita coisa junta, muita emoção, muita exaustão, mas também muita certeza de que eu preciso e de que vou dar conta. Ainda não sei como, mas vou!

terça-feira, 28 de novembro de 2017

10 dias a mil do que mil dias a 10

Pensei no título de manhã, mas só agora consegui parar pra escrever e ele já não faz mais tanto sentido. Deveria chamar-se 9 dias a mil, pois já passou de meia noite.

Cabeça não pára. A listinha de afazeres já virou uma coisa difícil de dar conta. Os armários pra esvaziar parecem não ter fim. O dia podia ter 48 horas... Não, 72!

Reta final. 9 dias. Saímos do nosso apartamento na próxima segunda, pra uma curta temporada na casa dos pais. Esperamos, se tudo der certo, assinar o contrato com o novo inquilino amanhã. Compradores avisados sobre data de retirada dos móveis e eletrodomésticos.

Resolvo abrir meus armários de sapato e bolsas pra passar o pente fino e ver quem vai e quem fica. Como posso ter acumulado tantos sapatos na vida!????  70 ficam; e ainda assim, 30 vão. Ou espero que possam ir, se as malas forem generosas conosco. E mais não sei quantas bolsas pra desfazer, de todos os tipos e cores. Como cheguei a tantas??? Melhor não tentar explicar... 😮

Amanhã será a vez das roupas. Limpa com L maiúsculo e critérios rigorosos. E entre uma limpa e outra, a cabeça girando, tentando dar conta dos combinados, da casa, dos filhos, de responder sobre o que anunciamos. Não lembro de ter tido aula de logística na faculdade, mas acho que essa deveria ser uma matéria obrigatória em todos os cursos, pra gente dar conta dos caminhos que escolhe.

Bora tentar dormir. Amanhã é mais um dia pra colocar em dia e em velocidade máxima!





segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O joelho ralado e o coração partido...

Semana passada, no carro, na volta da escola, meu caçula falou: "Mãe, eu sei de uma coisa muito importante! Um joelho ralado dói bem menos do que um coração partido."



Fiquei com cara de quem não entendeu nada, tentando saber como um moleque de 5 anos saiu com uma frase tão profunda e acabei descobrindo que era um trecho de uma música que a Patrícia, professora dele, havia mostrado pra turma. Sem conhecer, corri pra descobrir que música era e me encantei. E ele, então, sem ter consciência da sua sabedoria, disse qua aquela seria a música da nossa família. E assim seguimos: todos os dias ele canta, no caminho da escola, no chuveiro, brincando, uma fofura...

A tal música fala da dor de crescer, virar gente grande, ter responsabilidades, alegrias e tristezas. Fala de como era fácil quando éramos pequenos, e bastava "um colo, carinho e o remédio era beijo e proteção". Sábado passado fui visitar e me despedir, por conta da viagem, do meu avô, de 95 anos. É nele e na minha avó (já falecida), que estão algumas das minhas maiores e melhores lembranças de infância. Eles são o meu colo, carinho, beijo e proteção. Foi um tarde gostosa com ele e familiares queridos. Foram muitas risadas, mas o dia terminou com um abraço, um desejo de boa viagem e o meu coração partido. Acho que o dele também.

Passei o fim de semana meio calada. Não triste, mas pensativa. E vira e mexe essa música me vem a cabeça. Passa um filminho, traz boas recordações, risadas, algumas dores. Parece trilha sonora mesmo. A música da nossa família, como disse meu pequeno. Crescer é bom, mas dói. Mas sei que a dor passa, o amor fica.

"É que a gente quer crescer
E quando cresce quer voltar do início
Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido"

Era uma vez (Kell Smith)

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

"Que coragem, deixar tudo pra trás...."

"Que coragem, deixar tudo pra trás...."

Essa é mais uma das frases clássicas que a gente tem ouvido bastante. Mas eu te pergunto, o que seria tudo pra você?


Quando resolvemos colocar o Plano Canadá em prática, a gente sabia que uma das coisas que a gente teria que fazer, sem dó e nem piedade, é desapegar dos nossos bens, ou da grande maioria deles. Temos direito a 2 malas de 23kg cada , mais bagagem de mão. Fora isso, é excesso de peso e custa caro. Então, desde o início, a gente sabia que a mudança seria carregando apenas roupas e objetos bem pessoais.

Assim que saiu nosso visto, começamos a triagem. Várias e várias sacolas de lixo fora (impressionante como a gente acumula coisas!), algumas caixas de recordações e papéis importantes separadas pra guardar na casa da sogra, temporariamente, e três outras arrumações: coisas pra levar, coisas pra doar e coisas pra vender.

Inicialmente fiquei meio apreensiva com essa parte: o que desapegar. Sou consumista, tenho muitas roupas, sapatos, bolsas, etc e apesar de fazer limpa nos armários umas duas vezes por ano, a ideia de me desfazer dessas coisas em grandes quantidades, de uma vez só, me pareceu meio assustadora. Mas entendi logo de cara que ao morar num país onde metade do ano faz um inverno rigoroso, eu precisava me desfazer desse sentimento e ligar a chave da praticidade.

Móveis, eletrodomésticos, utensílios de casa são uma outra questão. Não tive a menor dó de me desfazer. Fomos (e ainda estamos) anunciando aos poucos, combinando que aqueles que são necessários à nossa estadia no apartamento, até entregar pro novo inquilino, serão entregues aos novos proprietários quase na data da nossa ida. As vendas tem ido bem e a grande maioria das coisas
que anunciamos já saíram. E não doeu nadica de nada. Vou te contar que senti até um certo alívio, uma certa leveza, uma sensação boa de que a vida da gente não é feita de coisas. Apenas um item me fez chorar: um espelho de madeira de demolição que eu namorava desde o início do casamento e que só há uns 4 ou 5 anos tive coragem de comprar. Doeu e passou. :-)

Todo esse processo também me fez morrer de orgulho dos meus filhos, que entenderam de cara as necessidades, aceitaram e ajudaram na triagem dos seus livros, brinquedos, etc. Prometemos que a grana da venda dos brinquedos deles será revertida em novos brinquedos pra eles e isso deixou os dois bem animados e cheios de planos (e ai de mim se não passar numa loja de brinquedos em Toronto, já no dia da chegada...).

Mas voltando à afirmação do título do post, te pergunto, coragem porquê?

Nossa família começou há 16 anos. Montamos nossa casa juntos, desde o início, com muito carinho, muito trabalho, aos poucos, no nosso tempo. Mas é uma casa, um apartamento, não é tudo. Podemos ter outras casas, outros talheres, outras roupas, outros espelhos... Já entregamos nosso carro e estamos num alugado, tudo certo. Em Toronto, quem sabe, se precisar, a gente compra um novo. E, de verdade, eu queria não precisar.

Em breve entregaremos nosso apartamento pra um inquilino. Aquilo que seria o nosso bem maior... Mas pera lá! Meus bens maiores estão comigo nessa jornada e estamos determinados a juntos fazer de um novo apartamento, onde quer que esteja, o nosso novo lar.

Te digo, de todo o coração (e com todo o frio na barriga que tá dando, faltando 2 semanas  pra essa aventura), que a única coisa que a gente tá deixando são pessoas queridas: família e amigos. E não estamos deixando pra trás. Estamos abrindo mais uma casa pra eles, que terão portas abertas sempre que quiserem no Canadá. Sei que apesar da tristeza da distância, eles estão torcendo muito pra dar tudo certo e embarcando, de alguma forma, nessa jornada com a gente. Aliás, no meio dessa coisa de "família vende tudo", fico feliz em pensar que na casa de várias pessoas queridas estarão lembranças nossas, bem cuidadas. ❤



Vou terminar mostrando o primeiro presente que ganhei pra casa nova, no Canadá. Será nosso amuleto da sorte, feito por uma amiga única e incrível, tipo irmã mesmo. Temos ouvido tantas coisas
boas também, tantas vibrações positivas e desejos reais de boa sorte, tanto amor dos nossos pais e familiares, que tenho certeza de que o TUDO QUE IMPORTA estará conosco, física e mentalmente, em qualquer lugar!

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Pela última vez...


"Pela última vez", mesmo que temporariamente, tem sido uma expressão bem usual por aqui nessas semanas e confesso que me dá uma mistura de estranheza com ansiedade.

Hoje, a pedido do meu filho mais velho, fomos ao Maracanã. A família toda, uma farra! Ele queria ver o Fluminense jogar pela última vez antes de viajar e o nosso querido Tricolor não nos decepcionou, ganhando do rival de 2X0 e nos garantindo boas recordações.


Hoje, também, andamos no nosso carro pela última vez. Amanhã ele será entregue ao novo comprador. À noite, encontrarei com amigos muito queridos pro nosso chopp anual, só que dessa vez, será a última vez por uns tempos. Não a deles, mas a minha.

Mesmo não querendo, o assunto vem à tona nas coisas mais simples! Semana passada, no mercado, tava calculando que alguns itens que costumo comprar com certa periodicidade, estaria levando pela última vez, pois se comprasse demais, iria sobrar ou estragar. São coisas cotidianas... Em outros casos, são até bem-vindas, como pagar o boleto da escola das crianças pela última vez. Um verdadeiro alívio no bolso!

E tem as futilidades também! Sobrancelha, depilação, pé, mão e afins costumam ser caros no exterior e certamente não serão a "última vez", mas serão mais escassas! Melhor mesmo é aprender logo a fazer  essas coisas bem feitas em casa, pra não sofrer tanto 😥

O fato é que pelos próximos 18 dias teremos diversas "últimas vezes". Encontros com amigos, idas a lugares, tempo pra ir sozinha com o marido ao cinema (quem vai ficar com os meninos lá???), momentos curtindo minha casa... Estamos tentando incluir na agenda coisas que gostamos e pessoas que amamos, mas ao mesmo tempo, tentado manter uma certa leveza nisso, lembrando do nosso foco, do nosso propósito. Tenho consciência de que algumas "últimas vezes" podem ser despedidas de verdade, já que não dá pra saber como a vida gente (e dos outros) vai seguir. Mas voltando ao foco, essas também podem ser as últimas semanas antes de um feliz recomeço. E as "últimas vezes" estarão abrindo caminho para o assustador, porém incrível e promissor "pela primeira vez". E isso não será nada mal :-)




sábado, 18 de novembro de 2017

Aula aberta

Ontem tive na escola do caçula, num projeto de pais em sala, pra falar sobre o Canadá.

Bem, eu não sei muito (ainda) sobre o Canadá, mas acho que sei mais do que os pequenos de 5 anos e seguindo a dica de uma amiga e professora da escola, pensei que seria uma boa forma de iniciar a transição escolar dele, trazendo pro meio dos seus amigos um pouco do que esperamos encontrar.



(Vale um parênteses aqui. Tava marcado pra eu ir na quinta, mas eu esqueci!!!!! A cabeça tá tão cheia de coisas pra resolver que eu simplesmente não lembrei e só me dei conta quando fui deixá-lo na escola e a professora comentou que já já me chamava pra eu entrar em sala... 😱😱😱😱 Não pude fazer nada a não ser me desculpar mil vezes e pedir pra voltar no dia seguinte. Logo eu, sempre tão certinha com as coisas da escola... tsk, tsk)




Enfim, foi uma experiência incrível! Cheguei contando que a gente estava de mudança pro Canadá, mostrei fotos, mapas, contei sobre a neve, os esportes mais praticados, a famosa maple leaf e falamos quais os animais mais comuns por lá. As crianças foram super receptivas, muito curiosas e estavam cheias de perguntas e afirmações. E o mais legal, meu filhote com uma cara linda de orgulho por estar tendo seu momento especial ali. 💕



Terminamos com uma história do Scaredy Squirrel, um personagem de uma série de livros infantis bem famoso por lá - dica de uma amiga querida que mora há anos em Calgary - que eles não conheciam e curtiram bastante!

Saí de lá com a deliciosa sensação de ter trazido novidades e instigado a imaginação dos pequenos, além de ter feito um carinho enorme no meu filhote. Ah, e ainda mais admiração aos professores, por que cuidar dessas turminhas não é moleza não, viu!?


terça-feira, 14 de novembro de 2017

For rent!

Quando conto que vamos pro Canadá, uma das primeiras coisas que me perguntam é: "onde você vai morar?" E a maioria das pessoas quase cai pra trás quando respondo: "não sei" :-)

Mas eu não sei mesmo! 

O que definimos é que ficaremos num airbnb nas primeiras semanas, tempo que imaginamos ser suficiente pra procurar, estando lá, por uma moradia certa.

Fato é que alugar um apartamento ou casa pra morar, com duas crianças, sem conhecer cidade, vizinhança, etc, é uma tarefa das mais difíceis, mais ainda de se fazer remotamente. Soma-se a isso o agravante de que as escolas no Canadá são ligadas à sua vizinhança. Ou seja, eu só posso matricular os meninos quando tiver o endereço definitivo, pois preciso saber no school board quais escolas atendem ao meu endereço. Complicado, né?

Montei, então uma estratégia! Além de estarmos em contato com uma corretora local desde já, que tem sugerido vários apartamentos, utilizo também  serviços de busca de aluguéis online. Optei por começar as buscas nos arredores da minha faculdade (o único lugar que temos certo por hora) e ampliando a pesquisa a partir dali. Me baseio no valor do aluguel que podemos pagar, número de quartos, tipo de imóvel e vou achando locais que, pelas fotos, parecem legais.

Só que a brincadeira não é tão simples assim... Imóvel em vista, vou ao ranking da TorontoLife.com checar se aquela vizinhança é bacana e, em seguida, ao ranking de escolas da Toronto pra verificar se naquela região tem boas opções. Quando dou a sorte de tudo encaixar, jogo o endereço no google maps pra verificar o tempo desse apê ao meu college. Se tudo bater, anoto numa planilha todos os dados e mando um e-mail pra saber da disponibilidade. Ufa!

Parece coisa de maluco, né? Vou te dizer que acho que é :-)
E não faço ideia se vai dar certo, pois ainda tem a parte de visitar pessoalmente quando chegarmos, aplicar pro aluguel e torcer pra nos aceitarem...

Todo mundo fala que a melhor coisa a se fazer pra achar  um apartamento legal é bater perna, mas isso vai ser meio complicado com as temperaturas negativas que irão nos recepcionar, então vamos tentando assim.

Torçam aí pra dar certo ;-)

domingo, 12 de novembro de 2017

"E quando estiver bem cansado, ainda exista amor pra recomeçar..."

Meia hora olhando a tela do computador e pensando: pra quê um blog?
Não consigo responder de forma convincente. Não sei nem se ele vai sair dessa primeira postagem.

Mas depois desse ano turbulento e cheio de emoções, acho que vale tentar, afinal tem tanta coisa acontecendo e tanta coisa por acontecer, que ao menos seria bacana deixar registrado pra mim, pros meus filhos, pra minha família...

Então, a verdade é que estamos a 26 dias de embarcar para a maior aventura de nossas vidas. Até agora, tudo tem sido falado muito no futuro, é tudo "quando chegar no Canadá...", mas esse quando chegar acontecerá em menos de 4 semanas e os mil planos estão ficando palpáveis.

O resumo da ópera é assim: sempre falamos que seria bem legal morar fora. Eu, na verdade, já morei, quando tinha uns vinte e poucos anos. Mas ainda tinha um bichinho que nos instigava a fazer isso em família, só que ele tava adormecido em meio à correria do dia à dia. Porém, no final de fevereiro, meu marido foi demitido. Era hora de juntar nossas frustrações com o país, a economia, a violência, etc. com esse novo e aterrorizante dado. Era o empurrão que a gente precisava! Decidimos que seria agora ou nunca! Acordamos o bichinho e fomos à luta!

Da tomada de decisão ao visto consumado foram 6 meses de aprendizado, muito frio na barriga, choros, vinhos, descobertas e, principalmente, doses cavalares de coragem!  Dia 24 de Agosto nossa agonia chegou ao fim e recebemos a aprovação do visto (no dia do aniversário do caçula!). Começou, então a nova fase: contar aos amigos, planejar nossa vida lá e nosso desapego daqui.

E aqui estou eu, pensando em criar um blog, na pausa entre a arrumação dos desapegos da casa (doações, vendas, etc) e mais uma espiada nos sites de apartamento pra alugar em Ontário.

O frio na barriga só aumenta. A esperança cresce junto. Acima de tudo, estamos certos de que cavamos uma oportunidade única e uma aventura inesquecível. E que apesar de todos os medos e percalços, a gente só sabe se vai dar certo, se tentar (com muito amor pra recomeçar...).

Encontros e Despedidas

Julho e Agosto foram meses especias e muito corridos! Tive minhas primeiras visitas em casa. E que visitas! Primeiro, meu pai, que ficou...