quarta-feira, 14 de março de 2018

AGO - Art Gallery of Ontario



No fim de semana, fomos conhecer o AGO - Art Gallery of Ontario, que fica na Dundas St West, super fácil de chegar, a alguns minutos do metrô. Nossa entrada foi gratuita, devido ao passe que tínhamos pegado na biblioteca, pouco depois que chegamos aqui, e valeu muito a pena.

O museu impressiona pela estrutura de madeira com vidros, super moderna e ampla. Lá dentro, é dividido em diversas galerias: africanas, europeias, canadenses etc. É grandinho, mas super tranquilo de conhecer em poucas horas. Chegamos no meio da tarde e, apesar da visita corrida, vimos praticamente tudo.

Há, também, uma área para exibições especiais, que estava ocupada pela mostra Infinity Mirrors, da Yayoi Kusama. Os ingressos para esta são pagos à parte, estão disputadíssimos e, como a gente já tinha visto essa mesma exposição no CCBB, lá no Rio, deixamos de lado dessa vez. Mas havia uma instalação de bolinhas, na parte aberta, onde tiramos essas fotos dos meninos:




Nós adoramos museus e curtimos muito a ideia de levar os meninos, desde pequenos, a esses ambientes. São crianças, sei que, às vezes, se cansam das andanças, mas, ao mesmo tempo, ficam bem curiosos, principalmente quando mostramos obras de artistas dos quais eles já ouviram falar na escola ou conhecem de alguma forma. Na AGO, eles puderam ver alguns trabalhos de Picasso, Monet, Renoir, Van Gogh etc, além de artistas mais contemporâneos. como Andy Warhol (e suas famosas sopas) e a própria Kusama.
Como essa semana é o “march break” (semaninha de férias das crianças), eles estão com alguns projetos especiais para os pequenos, com atividades mãos na massa bem bacanas.

Vale comentar que o AGO fica colado ao OCAD, maior universidade de arte e design do Canadá, que fica num prédio super diferente (morri de curiosidade de entrar) e ao lado de uma praça “estilosérrima”, com um parquinho infantil mais bacana ainda! Nem preciso dizer que os meninos amaram e até esqueceram o cansaço das andanças no museu. :-)

Você pode conhecer mais sobre o AGO nesse link - https://ago.ca/

 








segunda-feira, 12 de março de 2018

ZipCar

Semana passada, aluguei um carro, por algumas horas, para fazer compras num mercado de atacado, chamado Costco. Até aí, nada de mais. O bacana foi a forma como aluguei esse carro, através do Zipcar.

O Zipcar é um esquema de aluguel de carros espalhado por toda a cidade de Toronto (na verdade, há em outras cidades e países). Você entra no site ou no aplicativo, pelo celular, e digita por quanto tempo precisa do carro e onde você quer retirar. Ele vai te mostrar todos os carros disponíveis na redondeza, desde carros mini até van. O legal é que o aluguel pode ser por apenas uma hora, um dia, ou mais tempo, você é quem escolhe. Eu reservei por 2 horas e meia e pronto, resolveu meu problema, sem necessidade de pagar uma diária inteira.
 
Para alugar, é necessário ter uma carteira de motorista válida e fazer um cadastro. Eles enviam, por correio, um cartão, que é nada mais, nada menos, do que a chave do carro!

Comigo foi assim: coloquei que queria um carro entre 11 e 13:30 e ele me mostrou as opções próximas de casa. Escolhi um carro que estava num estacionamento privado há uns 400 metros daqui, fiz a reserva no site e, na hora marcada, fui lá buscar. O carro estava estacionado e, para abrir, bastou passar o cartão, que recebi pelos correios, no vidro. Abracadabra! E a porta se abriu! Lá dentro, estava a chave do carro e um cartão de crédito no para-brisa, que serve para o caso de você precisar abastecer o carro. O abastecimento está incluso no valor pago pelo aluguel do carro, mas, para isso, é necessário usar esse cartão e, também, é obrigatório devolver com, pelo menos, 1/4 do tanque cheio.

Chegando à Costco, nada de fechar o carro com a chave. Ela ficou lá dentro e eu tranquei-o com o cartão, da mesma forma como fiz, antes, para abrir. Devolvi o carro uns 20 minutos antes do tempo programado, mas, nesse caso, não há devolução do valor. Entretanto, existe a opção de estender o prazo de entrega, desde que avise antes, senão paga uma multa.

Mais uma modernidade que conhecemos aqui e que, com certeza, será incorporada na nossa rotina, já que ainda não temos carro. Super fácil e rápido de usar! Adorei!



quarta-feira, 7 de março de 2018

Três meses e me sinto em casa

 Seria ridículo da minha parte começar escrevendo que o tempo voa. Mas sim, ele voa, e à jato! Completamos amanhã três meses de Canadá e toda aquela angústia, correria, dúvida me parecem tão distantes que já nem sei bem se senti um dia. Me sinto em casa, de verdade. Aconchegada, adaptada e fazendo parte de um lugar que mal conheço, mas já amo bastante.

Muito aconteceu nesses últimos 90 dias. Muitas coisas eu venho contando aqui, outras mais corriqueiras, acabam se incorporando no dia à dia e eu já nem me dou conta. De maneira geral, um pequeno desvio ou outro, as coisas seguem como no script ou se encaminham pra isso. Casa com cara de casa; meninos enturmados na escola, fazendo passeios de turma sozinhos; professores da George Brown que já sabem meu nome; desconhecido que me para e pede uma informação na rua, e eu consigo explicar; moça que trabalha como caixa da lojinha próxima que já me reconhece... pequenas coisas que fazem o cotidiano parecer cada vez mais com cara de cotidiano. :-)

Não somos mais turistas!

Semana passada tive minha primeira folga no college, um break de uma semana, e consegui colocar um pouco de estudo, leitura e séries em dia. Semana que vem será a vez das crianças terem uma semana de march break pra descansarem a cabeça. Sobre eles é curioso observar como o que ouvíamos sobre a adaptação é totalmente correto. Diziam pra gente que em 45 dias de aula eles estariam muito mais à vontade com a língua, e exatamente com esse tempo eu peguei um diálogo incrível, totalmente em inglês, entre Tomás e Joaquim. Fiquei babando por alguns dias, tenho que confessar. Tomás, que  já estudava inglês há uns 5 ou 6 anos no Brasil, ampliou demais o vocabulário e se aventura em filmes e livros sem dicionário. Joca, que conhecia apenas músicas e algumas palavras, conversa com os amigos e professores. Entende muito mais do que fala, claro, mas muitas vezes me surpreende respondendo à alguma pergunta minha em inglês e com um sotaque que chega a dar uma invejinha de tão fofo!

Sigo aprendendo muito na faculdade e adorando a ideia de estar estudando novamente. Me sinto viva lá dentro, sentimento bom demais! Fiz amigas e as coisas fluem com mais naturalidade a cada semana. Não me sinto estrangeira, sabe? Não sei explicar. E o mais curioso é que não sinto falta do Rio. Doido, né? Não é desdém ou nada do tipo, apenas não senti falta ainda. A saudade vem apenas na forma das pessoas, vontade de abraçar meus pais, meu irmão, meus amigos... Mas não dói. Pelo menos não ainda.

Assim como quando escrevi sobre os primeiros 30 dias, vou tentar pontuar aqui mais algumas coisas curiosas que percebi ou vivi nesses 3 meses. Coisas daqui, diferenças com o que estamos acostumados, umas melhores e outras piores. Vamos lá...

- O transporte público é algo que me encanta cada vez mais. Apesar de já ter tirado a carteira de motorista, continuamos sem carro e usando metrô, ônibus, streetcars ou os pés mesmo em 100% das vezes que saímos. E funciona. É uma delícia.

- Me incomoda a falta de diálogo entre os vizinhos. Não existe o costume de cumprimentar as pessoas, na grande maioria das vezes. Acho estranho. Mas ainda assim, as pessoas nas ruas são extremamente cordiais.

- Toronto é uma cidade cara. Claro que se você comparar com o preço do Brasil, os bens de consumo são bem mais baratos, mas de modo geral, é uma cidade cara, principalmente pra moradia e serviços.

- O interfone dos prédios funcionam de maneira diferente da nossa no Brasil. Ao invés de digitar o numero do apartamento, digita-se um "buzzcode", algo com o # seguido de alguns números, que nada tem a ver com o do seu apartamento.

- Os sapatos estragam com facilidade se a gente não cuidar, pois mancham com o sal que jogam nas ruas pra ajudar a derreter a neve. Pra resolver, vendem uns sprays pra remover as manchas de sal.

- Canadenses adoram cupons de desconto e eles são realmente ótimos! Chegam pelo correio ou então vc ganha nas lojas para usar numa próxima compra. E valem muito à pena! Também adoram um encarte de mercado e muitos deles batem o preço da concorrência, então é bem comum ver gente levando encarte debaixo do braço pra fazer compras.

- Estudantes, como eu, têm direito a descontos em diversos lugares: transporte público, alguns restaurantes e lojas, museus, aluguel de carro, etc. Sempre vale a pena chegar se tem desconto pra estudante!

- Já não uso mais tanta bota. Elas são mega úteis pros dias de muuuuuito frio e neve, mas no dia à dia, tênis resolve super bem. Aliás, andou fazendo uns dias de temperatura bem amena por aqui, chegando a 15 graus em pleno inverno. Delícia!

- Canadenses amam cachorros e vc vê os donos passeando sempre com seus bichinhos, sempre de botinha nos pés e roupinhas pra ajudar no frio. Andam nas lojas, metrô, shoppings, em tudo quanto é canto! Mas é raro ver vira-lata e até hoje não vi um cachorro sequer abandonado na rua. 

- Incorporei alguns hábitos como levar meu almoço em quentinha, em determinados dias da semana. Muita gente faz isso e dá pra economizar uma graninha. Aliás, é comum ver gente andando nas ruas enquanto come. É que assim não precisam tirar horário de almoço no trabalho e podem sair mais cedo. 

- Difícil ver táxi nas ruas.

- Praticamente não passamos roupas. Ela sai bem esticadinha da secadora e é fácil dobrar e agurdar ainda quentinha. Só camisas sociais e vestidos precisam de mais cuidado nesse quesito. Fico pensando quanto tempo e dinheiro a gente não perde com isso no Brasil...

- Aqui não existe moeda de 0,01 centavo, então o troco é dado pra cima ou pra baixo, dependendo do valor. Por exemplo, se algo custou 0,92 cents, arredonda pra 0,90. E se foi 0,93 arredonda pra 0,95.

- Comprar um Iphone8 por 0 dólares não tem preço (vinculado ao contrato com a operadora, claro)

- Toronto tem restaurantes deliciosos. Minha lista dos que quero visitar é imensa, e por enquanto, os  que mais gostei até agora foram: James Italian, Paramount e Capitain´s Boil.

- Continuo detestando minha aula de desenho :-)



quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Teste de direção


Já comentei aqui sobre como a gente tem que recomeçar muitas coisas do zero quando decide morar fora. Hoje completei mais uma desses recomeços com êxito, mas com uma dose grande de adrenalina e expectativa: tirei minha carteira de motorista definitiva!

Acho que já expliquei antes, mas vamos lá... Aqui em Ontário, província que moro no Canadá, a carteira de motorista é tirada em algumas etapas. Primeiro, aos 16 anos, você se torna apto a tirar a G1, carteira inicial, que precisa de uma prova escrita e 20 horas de aulas de direção (contei um pouquinho de como foi minha prova alguns posts atrás). Essa G1 te dá direito a dirigir cheio de restrições e somente com uma pessoa que tenha carteira canadense há mais de 4 anos. E você é obrigado a ficar com ela por um tempo, 12 meses acho, pra poder tentar a G2, carteira intermediária, que te dá um pouco mais de regalias, mas ainda não é a mais completa. A G2 é tirada através de um teste de 15 minutos de direção. E então, só depois de 8 meses da G2 é que você pode fazer prova pra G full, como chamam a carteira final, com um teste que dura cerca de meia hora.

Acontece que quem tem histórico de mais de 3 anos de direção no seu país natal, pode fazer a G1 e aplicar direto pra G, sem precisar esperar os 20 meses. E foi o que fiz: após o teste escrito (no meu caso, como já tinha carteira, não precisei das 20 horas de aula), foi a vez de aplicar pra G full, uma vez que com as restrições da G1, de nada ela me adiantava. E basta dar um google no assunto, que você vai encontrar uma penca de lugares falando sobre as pegadinhas do teste de direção, tanto pra G2, quanto pra G. Muita gente reprova, inclusive. A gente paga uma taxa de 89 CAD e ainda tem que ir com o próprio carro até o centro de exame. Ou no meu caso, que não tenho carro, alugar o serviço de alguém pra emprestar o carro. E foi aí que conheci o Jack, um polonês bem simpático, que trabalha com isso há mais de 20 anos aqui em Toronto e cujo contato apareceu pro meu marido através de um dos tantos grupos de whatsapp do Canadá. O serviço que ele oferece é te buscar numa estação de metrô duas horas antes do teste e rodar algumas vezes, com o candidato na direção, as possíveis rotas de teste, além de alugar o carro pra prova em si. Essa prévia é uma forma bem interessante de se familiarizar com o caminho e aprender alguns macetes.

Como já tinha lido muito sobre pessoas que não passaram por conta das pegadinhas e diferenças com o Brasil, pedi a ele pra fazer uma aula extra, uns dois dias antes do teste, pra ter mais tempo de me preparar. O problema é que a aula extra ele às vezes divide com outra instrutor, Peter, também polonês e simpático, mas muito agitado e que me deixou super nervosa na aula. Me senti uma adolescente que recém completou 18 anos e nunca havia dirigido, de tanto que o cara me corrigia e reclamava do que eu fazia. Foram quase duas horas de aula nesse stress e tive quase certeza de que falharia no exame. Vim pra casa preocupada.

Daí hoje, ao me encontrar com o Jack, fiquei feliz de ver que ele é um cara tranquilão, super relax, que me deixou bem à vontade e, aos poucos, foi me acalmando. Me mostrou o caminho, as pegadinhas, conversou sobre amenidades e quando chegamos no centro de testes em Burlington, cidade vizinha de Toronto, eu tava bem mais confiante e tranquila.

-- Um aparte aqui pra explicar algumas coisas. Claro que dirigir é igual em qualquer lugar, mas os examinadores canadenses são bem rigorosos com algumas coisas como checar o ponto cego em ambos os lados (além dos espelhos) em cada virada ou mudança de faixa. Mas tem que checar meeeeesmo, virando o pescoço! Outra coisa importante é a questão da entrada nas estradas, que PRECISA ser feita a 100km/h, senão você não passa. Só que fazer isso num carro que você não conhece e num lugar que você não tá acostumado a dirigir, não é tarefa das mais fáceis. Fora que todos nós temos vários vícios de direção, que podem levar tudo a perder por melhor motorista que seja. Também importante comentar que o Jack marca a prova em Burlington pois lá as ruas são bem mais tranquilas que Toronto, o que faz com que a prova seja menos complicada.  --

Voltando à prova, o centro de exames fica no estacionamento de um shopping. O examinador se apresenta, faz algumas perguntas e entra no carro pra te dar as direções do que fazer nos próximos 30 minutos. Sem muita conversa, só "turn right", "exit left", coisas do tipo. E assim fui, só eu e o tal do Phil, meu examinador. Cometi alguns erros  e fiquei meio tensa pois ele comentou na hora, de forma tranquila, mas comentou. Mas consegui não fazer erros graves, lembrei sempre dos tais "blind spots" e da velocidade da highway. No fim das contas, voltamos pro lugar de partida e ele me falou que apesar dos pequenos erros, ele viu que eu já dirijo há bastante tempo e que eu tinha passado. Ufa!

Menos uma coisa pra resolver e mais um passo dado nesse monte de novidades que o Canadá me trouxe. O bacana é que me sinto fortalecida a cada passo que eu dou e sinto que sou capaz de qualquer coisa. O melhor é que agora já podemos alugar ou comprar carro (não que isso esteja nos planos imediatos), o que dá uma sensação extra de liberdade. O melhor é que tudo aconteceu num dia lindo de sol que parecia primavera com temperatura na casa dos 15 graus. Como dizem por aqui, "the best is yet to come...".

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Bulk Barn - o paraíso das compras à granel

Existe um lugar, aqui em Toronto, onde as gordices e as comidas saudáveis se encontram de forma hamorniosa. Ele chama-se BULK BARN e essa semana eu fui lá conhecer, no intervalo das aulas (tem um pertinho do college!).

Trata-se de de uma cadeia de lojas especializada em vender comida à granel. E quando eu falo em comida, falo praticamente de todos os tipos de comida. São corredores e mais corredores compriiiiiidos, divididos por categorias, onde pode-se comprar balas, chocolates, temperos, inúmeros tipos de farinhas, grãos, massas, castanhas, frutas cristalizadas, biscoitos, molhos, etc, etc etc. Tem coisas que eu nunca vi na vida e lá vende. 

É tudo bem organizadinho, no bom e velho sistema self-service. Você vai enchendo os saquinhos com o que quer e no final, pesa o caixa. Uma ótima ideia pra quem precisa comprar comida em pouca (ou grande quantidade) e/ou precisa achar uma variedade maior do que costumamos encontrar nos mercados tradicionais. 

Nessa primeira passagem pela Bulk Barn, claro, não consegui me segurar e levei um lanchinho pro próximo intervalo de aula e chocolates pras crianças. Eles amaram! Na minha próxima visita pretendo trazer temperos em quantidades que não estraguem, pois lá mesmo vendem baratinho uns vidrinhos pra guardar (os temperos nos mercados costumam ser caros pra investir nesses que a gente não usa tanto).Virei fã da loja!










sábado, 3 de fevereiro de 2018

De volta às aulas

Enfim, as aulas começaram! 

Foi uma semana bem intensa, cheia de novidades, descobertas, novos amigos e muito aprendizado.

Acho que já contei aqui,  meu curso é de Graphic Design e dura três anos. A turma é grandinha, tem uns 25 alunos e eu sou a tiazinha da galera. Sério, acho que uma boa parte dos que estão ali poderia ser meu filho!!! 😲😲😲 Mas gente, eu sou jovem.... 

Sério agora, ficamos num prédio só pra escola de design e afins, com salas grandes, modernas e uma infraestrutura de primeiro mundo. Tem tudo o que a gente precisa: computadores potentes, impressoras, ferramentas, etc. Tenho ainda duas companheiras de sala brasileiras, o que me fez sentir mais à vontade no meio da galera novinha. Duas fofas! :-)

Bom nesse primeiro semestre tenho 6 matérias: 

- College English - Basicamente nos ensina e ajuda a escrever melhor nossos trabalhos. É uma matéria obrigatória em todos os colleges de Ontario. Pra entrar nela eu tive que fazer uma prova de nivelamento, onde poderia já começar no college english ou no nível mais básico de depois passar pra ele.

orange box - espaço pra criações de trabalhos e projetos
- Design I - Ensina fundamentos, formas, tipos, etc e tenho como projeto final criar um journal de 16 páginas. Cheio de trabalhinhos manuais e criativos.

- Typography I- Parece divertido e bem interessante, mostrando diferentes vertentes da tipografia.

- Design Applications I - Fundamentos de programas usados na área, como photoshop, indesign e illustrator. O bacana é que  todos são pagos e as licenças estão inclusas na mensalidade. Ah, um aparte aqui é a professora que apareceu pra dar aula com uma tiara de mulher maravilha e uma roupa meio da era medieval. Figuraça!

- Drawing I- Socorro, eu não sei desenhar!! E a aula é dada todinha de frente pra essas pranchetas aí do lado... assustador! 👈👈👈

- Production I - Processos de produção após a criação do projeto, envolvendo principalmente a parte de impressão.  Vamos usar várias ferramentas que nunca vi na vida...

Além dos trabalhos finais de cada matéria, tenho deveres de casa pra todas elas, o que me deixou doidinha nessa semana inicial, pra conseguir me organizar. Definitivamente voltar às aulas depois dos 40, casada e com filhos não é nada fácil. Fico pensando que aquela garotada lá vai acabar de fazer os deveres e vai sair pra beber. Eu vou fazer a janta, ajudar os meninos com os trabalhos deles, dar atenção pro marido, colocar roupa pra lavar... Enfim, beeeeem diferente de quando eu entrei na faculdade pela primeira vez, aos 17 anos. Mas vou te dizer que o meu olhar dessa vez também é bem diferente, mais afiado e mais crítico. Acho que vou aproveitar bem mais!

Pra colocar ainda mais lenha na fogueira, comecei a escrever como colaboradora mensal do BPM - Brasileiras pelo Mundo, um site muito bacana onde dezenas de mulheres contam como tá sendo a vida delas em outros países. O endereço é www.brasileiraspelomundo.com e vale muito acompanhar! Com tantas novidades e atividades, juro que vou tentar manter o blog com novidades, mas se eu sumir por alguns dias, vocês já sabem que tô atolada de dever de casa e pagando com a língua todas as vezes que mandei o Tomás colocar os trabalhos dele em dia. 



domingo, 28 de janeiro de 2018

High Park

A uns 45 minutos de metrô aqui de casa fica o maior parque de Toronto, chamado High Park - uma espécie de Central Park Canadense - e hoje nós aproveitamos o dia de sol com temperaturas agradáveis (não riam, 2 graus positivos, tava bem gostoso, juro!) pra conhecê-lo. O inverno, certamente, não é a época do ano mais bonita pra conhecer o parque, pois as árvores estão sem folhas, mas ainda assim estava bem movimentado, cheio de famílias e o passeio foi lindo. São cerca de 161 hectares divididos em atrações pra todos os gostos: diversas trilhas, piscina pública, patinação no gelo, quadras diversas, área para deixar os cachorros brincarem sem coleira, mini zoo, parquinhos, inúmeros espaços pra piquenique,  lago, restaurante e muito verde.

Cruzamos o parque quase todo.  Passamos por parte das trilhas que levam ao lago congelado (as crianças ficaram excitadíssimas com a ideia de pisar lá - MEDA!), fomos até o Hillside Gardens, onde tem a famosa Maple Leaf  pra tirar foto (um visual incrível, mas que deve ser ainda mais lindo todo florido, no verão), visitamos o zoo cuja entrada é gratuita, tem bichinhos super bem cuidados como rena, búfalo, pavão, alce, lhama, etc (os meninos acharam engraçado o cartaz aí do lado, que explicava o que faziam com o cocô dos bichos) e terminamos nossa visita em um dos parquinhos, pras crianças gastarem um pouquinho de energia. A única parte que eu queria muito conhecer, mas terei que esperar um pouco é o Caminho das Cerejeiras - um jardim doado pelo governo japonês com mais de 100 delas - mas que floresce somente no final e abril, início de maio.

Nosso passeio terminou com uma viagem de streetcar (bondinhos que circulam por parte da cidade, onde metrô e ônibus não chegam) até um almoço bem bacana no Old Spaghetti Factory, um restaurante com um visual bacanérrimo em Downtown e que serve massas, prato preferido do moleques. A decoração é super alegre, com um bondinho, carrossel, etc. Uma diversão à parte, além da ótima comida a preço interessante. Domingo turistando e curtindo a cidade, renovando as energias pra semana que começa com as minhas aulas! Não vejo a hora!






quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Boa sorte ao triplo

Apesar de ter dirigido a minha vida toda, não sinto tanta falta de carro aqui. Moramos do ladinho do metrô, numa estação com trens e ônibus pra todos os lados e estamos tentando nos adaptar a fazer as coisas à pé, nas redondezas, sem muito stress. Até fazer compras a gente já tá se adaptando a fazer sem carro, mas é claro que vez ou outra faz falta e hoje foi uma dessas vezes.

O ônibus escolar atrasou de 30 a 40 minutos por algum motivo que não sei dizer (algum acidente no caminho, provavelmente) e o frio hoje de manhã tava brabo: -11 (o que me faz crer que São Pedro é bipolar em qq lugar do mundo, pois ontem tava +6). A gente tem como monitorar o tempo do ônibus, mas já tava lá embaixo com os meninos quando nos demos conta do atraso. Vários pais começaram a voltar pra casa, pra pegar seus carros e entregar as crianças na escola. Ficar ali no frio não tava bacana... Mas a gente, sem carro, fica meio sem saber o que fazer nessas horas. Tomás queria pegar o metrô, mas é uma caminhada de uns 15 minutos de lá até a escola e tava bem frio pra isso. Já tinha decidido esperar, quando uma vizinha simpática ofereceu de levar os meninos. Nunca tinha visto a moça na vida e expliquei que aceitaria se eu pudesse ir junto e ela topou. Katherine, coreana, mãe de duas meninas e um menino e há 12 anos no Canadá, foi a minha sorte número 1 do dia. E ela ainda me deixou depois na estação de metrô pro meu caminho de volta. Uma fofa! Ufa! 😰

Depois fui fazer a primeira parte da minha carteira de motorista. Aqui a carteira é dividida em 3 classes: G1, G2 e G full, sendo a G1 pra iniciantes e a G full a completa. E todo mundo tem que fazer todas as etapas. Os Canadenses demoram uns 2 anos entre dar entrada da G1 e chegar a G full, sendo que a G1 tem limitações de horário e local pra dirigir e você tem que estar sempre acompanhado de um motorista mais experiente. Processo meio mala pra quem já dirige há 22 anos... Felizmente existe uma "ponte" pros Brasileiros que dirigem há mais tempo e, pra isso, eu precisei levar ao Consulado do Brasil a minha carteira + lista de infrações no Detran, pra pegar uma declaração de tempo de direção traduzida. Com esse documento em mãos, fui a uma agência do governo pra dar entrada na G1. Tive que fazer um rápido exame de vista e um teste escrito meio estranho. Estudei bastante pra ele, mas num aplicativo e lá era no papel!! 😠 Jurava que tava me dando mal, mas felizmente deu certo e passei com louvor! Minha G1 chegará em casa em até duas semanas, vale como id e eu já posso parar de andar com o passaporte. O próximo passo é dar entrada direto na G e isso só é possível pq tirei esse papel no consulado. Pra essa fase, terei que fazer algumas aulinhas de auto-escola, pra me certificar que não vou cair em erros bobos, mas enfim, passo número um foi dado e essa foi a segunda sorte do dia! 

Na volta, a caminho de casa, Oliver me liga. O alarme de incêndio do prédio estava aos berros... Ele acabou descendo os 33 andares de escada, dando de cara, na portaria, com 6 (SEISSSSS!!!) caminhões de bombeiro daqueles imensos do lado de fora. Sorte do dia número 3: as crianças não estavam em casa e não passou de um susto, um alarme falso. Mas ficou a lição de que é importante explicar pras crianças como proceder nesses casos e que elas não precisam se assustar, até mesmo porque o troço faz um esporro danado!

Enfim, um dia bom! Torcendo por mais momentos de sorte como esses :-)

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Barganhas


Adoro umas comprinhas! Mais ainda quando são baratinhas, baratinhas!

Então descobri que existe uma rua aqui em Toronto, chamada Orfus Road. Feia, estranha, mas barata que só ela. Fica a uns 40 minutos aqui de casa, pegando um ônibus e o metrô.

A Orfus Road é uma rua que concentra lojas de ponta de estoque. Mas aquelas pontas de estoque fim de feira mesmo, sabe? Nada pode trocar, mas procurando bem dá pra achar coisinhas ótimas por um preço incrível. Fomos no horário escolar das crianças e não deu pra rodar tanto, pois a gente tinha que voltar antes deles chegarem, mas já deu pra ter um gostinho de quero mais.

Eu tava atrás de botas legais e baratas, pois convenhamos, usar o mesmo sapato de neve todo dia uma hora enche o saco! E sapato é caro, né? Mas não na Orfus Road. As 3 botas que comprei hoje e que estão aí na foto acima com as leg warmers (meinhas pra aquecer a perna e ficar pelo lado da bota, dando um certo estilo) saíram a bagatela e 50,89 CAD. SIMMMMMM, 3 botas e 5 meias por cinquenta doletas!  Estou in love e doida pra usá-las. Elas só não são botas de neve, então não rola usar em dias de nevasca, mas quem liga? :-) 😍😍😍

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

As crianças vão bem, obrigada.

Quando iniciamos nosso Plano Canadá, muita gente se mostrou preocupada e/ou curiosa em como seria a adaptação das crianças, como lidariam com o frio, com a nova escola, língua, amigos, etc. Posso afirmar que essa nunca foi a minha maior preocupação. Sempre achei que, apesar de não ser uma mudança fácil, eles tirariam de letra e não nos dariam trabalho. Felizmente minhas expectativas estavam certas, pelo menos nessas seis primeiras semanas. Os meninos estão tranquilos e incorporados às tarefas do dia à dia.


Tomás já tem colegas de classe e conta que muitos gostam das mesmas coisas que ele, como animes, mangás e futebol. Já fez provas e hoje ele levou pra escola o seu primeiro projeto: uma maquete do sistema solar feita 90% por ele (eu ajudei na parte da cola quente). A cena foi típica de filme: ele entrando no ônibus amarelo, carregando sua maquete pra entregar na escola. Já encontrou um amigo Brasileiro na escola, que por coincidência mora aqui pertinho e a mãe vai estudar no mesmo college que eu! Mundo ovo! Ele também vinha nos pedindo pra fazer futebol, esporte que praticava sempre com os amigos na quadra do prédio e no fim de semana passado achamos uma aula bem bacana, e já matriculamos. Agora todos os sábados ele treina no North York Cosmos Soccer Club e tem até uniforme. Tá feliz da vida! 

Joca também não tem dado trabalho. Parou de reclamar do frio, mas sempre pergunta quantos graus tá fazendo naquele dia, antes de sair de casa. Recebemos fotos dele todos os dias na escola. Tá sempre sorridente e  prestando atenção. Fica feliz em poder brincar no pátio de neve todo dia e descobriu que tem um amigo da turma que mora aqui no prédio. Agora é minha missão descobrir mais sobre isso.... Vira e mexe pego ele cantarolando músicas em inglês, que aprende na escola. É bem curioso com palavras e faz muitas perguntas. Outro dia minha mãe perguntou à ele como fazia pra ir ao banheiro na escola e ele disse que às vezes lembrava como falava e que quando esquecia, chamava a professora e apertava o pinto pela calça. Ele se faz entender e nós choramos de rir! Fim de semana, numa situação onde estava com outras crianças num parquinho, tentava se comunicar em inglês do jeito dele.

Eles tem se divertido mais juntos, conversado mais e vejo uma união que não via tanto no Brasil. Claro que tem a falta de opção, mas o que importa é que tô curtindo essa fase  fraterna e de companheirismo. Sexta passada não teve aula, foi conselho de classe e aproveitamos pra visitar o Legoland aqui de Toronto. Apesar de ser completamente diferente do parque da Florida, eles adoraram e brincaram bastante juntos, afinal aqui em casa somos doidinhos por Lego. 

A maior dificuldade tem sido a questão da comida. Não pelo sabor, mas por precisarem almoçar na escola. Meus meninos sempre foram meio chatos pra comer e não ter ninguém pra dar um pressão na hora do almoço faz com que as marmitas voltem mais cheias do que vazias. Mas tudo bem, isso faz parte e eu sigo tentando melhorar meus poucos dotes culinários  e reforçando a qualidade na hora do jantar. Nada que o tempo não ajude a resolver. :-)












quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Centros Comunitários

Como falei  no post anterior, Toronto é uma cidade cheia de atividades e é muito fácil achar onde se encaixar nelas. Existem dezenas de Centros Comunitários espalhados pelos bairros, cada um com atividades específicas e voltadas pra diferentes grupos e faixas etárias. Neles, é possível pegar essa revistinha aí do lado, que lista tudo o que se pode fazer, durante o inverno , aqui no distrito de Noth York, onde moramos. Só fica em casa quem quer.

Aqui pertinho, por exemplo, tem o DOUGLAS SWIM AQUATIC CENTRE. Trata-se de um lugar com um rink gratuito de patinação no gelo do lado de fora (um lago que congela, na verdade) e piscinas aquecidas e indoor com diversas aulas como natação infantil ou aquafitness, a um preço bem interessante, cerca de 80 dólares por 12 semanas de atividades. Você ainda pode  dar umas braçadas sem instrutor ao custo de 4 CAD por vez ou usar as piscinas de forma recreativa com a família, sem custo, em determinados dias e horários da semana.

Se não der pra pegar a revistinha pra ver as atividades e  horários, pode ir online nesse link 👉👉👉https://www.toronto.ca/services-payments/venues-facilities-bookings/booking-park-recreation-facilities/. Lá tem absolutamente todas as atividades da cidade, parques, lugares para fazer aula de tudo (esportes coletivos, patinação, sky, etc). Tudo dividido por área, idade, super bem organizado e informado. É aqui também que é possível saber como reservar uma área de um parque pra fazer um piquenique ou um churrasco com a família, ou ainda participar das duas pistas de sky que existem no meio de Toronto. O mais bacana é o atendimento, que é bem atencioso. Eu estou de olho em aulas de patinação pra mim, natação pro Joca e futebol pro Tomás e acho que em breve seremos usuários assíduos dos centros comunitários.

Encontros e Despedidas

Julho e Agosto foram meses especias e muito corridos! Tive minhas primeiras visitas em casa. E que visitas! Primeiro, meu pai, que ficou...